UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
CENTRO DE CIÊNCIAS
CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE LICENCIATURA
EM FÍSICA
Fortaleza - 2004
Comissão do Curso de Física de Elaboração do Projeto Pedagógico
Eloneid Felipe Nobre
Coordenadora do Curso de Física
Nildo Loiola Dias
Membro Titular da Coordenação
Paulo de Tarso Cavalcante Freire
Membro Suplente da Coordenação
Raimundo Nogueira da Costa Filho
Membro Suplente da Coordenação
Coordenação do Curso de Física/CC
Eloneid Felipe Nobre
Coordenadora do Curso de Física
Carlos Alberto Santos de Almeida
Vice-Coordenador do Curso de Física
Josué Mendes Filho
Membro Titular da Coordenação
Maria Marlúcia Freitas Santiago
Membro Titular da Coordenação
Nildo Loiola Dias
Membro Titular da Coordenação
Francisco Luciano Theophilo de Oliveira
Membro Suplente da Coordenação
José Ramos Gonçalves
Membro Suplente da Coordenação
Murilo Pereira de Aguiar
Membro Suplente da Coordenação
Paulo de Tarso Cavalcante Freire
Membro Suplente da Coordenação
Raimundo Nogueira da Costa Filho
Membro Suplente da Coordenação
Assessoria Pedagógica /PROGRAD
Ana Maria Iório Dias
Pró-Reitora de Graduação
Maria de Lourdes P. Brandão
Coord. Pesquisa e Acompanhamento Docente – CPAD/PROGRAD
Maria de Fátima Azevedo Ferreira Lima
Setor de Legislação de Ensino- PROGRAD
Sofia de Evaristo Menescal Barreira
Assessoria Técnico-Pedagógica - PROGRAD
Marcia Baima Taleires de Vasconcelos
Diretoria de Acompanhamento e Gestão Curricular - CPAD/PROGRAD
Carmensita Matos Braga Passos
Coord. Disciplinas Pedagógicas das Licenciaturas – FACED/PROGRAD
Alberto Filho Maciel Maia
Coord. Disciplinas Pedagógicas das Licenciaturas – FACED/PROGRAD
“A mente que se abre a uma nova idéia nunca voltará ao seu tamanho original”.
Albert Einstein
SUMÁRIO
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1. JUSTIFICATIVA |
01 |
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2. ALGUNS REGISTROS HISTÓRICOS |
07 |
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3. PERFIL DOS FORMANDOS |
10 |
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4. SABERES, COMPETÊNCIAS E HABILIDADES |
11 |
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4.1 Competências |
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4.2 Habilidades |
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5. ÁREA DE ATUAÇÃO |
13 |
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6. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR |
13 |
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6.1 Duração Curricular |
14 |
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6.2 Componentes Curriculares Comuns ao Bacharelado em Física |
14 |
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6.3 Componentes Curriculares Comuns às Licenciaturas da UFC |
14 |
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6.4 Componentes Curriculares de Formação Pedagógica Específica |
15 |
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6.4.1 Métodos de Ensino de Física |
15 |
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6.4.2 Prática de Ensino (estágio supervisionado) |
16 |
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6.4.3 Monografia de Final de Curso |
16 |
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6.5 Atividades Complementares |
16 |
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6.6 Integralização Curricular |
17 |
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6.6.1 Disciplinas de Livre Escolha |
21 |
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6.7 Equivalência entre Disciplinas |
21 |
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7. EMENTÁRIO |
22 |
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8. REGULAMENTO DO CURSO |
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9. TRANSIÇÃO |
32 |
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10. INFRA-ESTRUTURA |
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11. AVALIAÇÃO |
34 |
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12. METAS DE MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE ENSINO |
34 |
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12.1 Programa de Formação Continuada aos Docentes do Curso |
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12.2 Apoio Psicopedagógico aos Discentes |
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12.3 Criação da Sala de Estudo |
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ANEXO |
36 |
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1. JUSTIFICATIVA
O presente documento trata do Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Física e foi elaborado a partir das normas emanadas pelo Ministério da Educação e pelo Conselho Nacional de Educação a partir da aprovação da Lei 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). Com base nas disposições legais sobre a formação de professores e posicionamentos de entidades civis representativas dos diversos segmentos educacionais, a coordenação do Curso de Física participou ativamente, entre outros momentos, nas reuniões do Fórum dos Coordenadores de Cursos de Graduação e do Fórum das Licenciaturas promovidas pela Pró-Reitoria de Graduação, em debates e reuniões internas de professores, alunos e servidores técnico-administrativos realizadas pela própria Coordenação do Curso de Física, pelo Departamento de Física e pelo Centro de Ciências. Estes momentos de discussão foram cruciais para a compreensão das novas Diretrizes Curriculares, para o dimensionamento das demandas internas e externas e para o entendimento da realidade acadêmico-administrativa da UFC, e em especial, a referente à formação de professores.
As discussões recentes acerca da formação de professores no âmbito do Ministério da Educação (MEC) e do Conselho Nacional de Educação (CNE) se consolidaram com a elaboração de pareceres e resoluções (entre eles, Parecer CNE/CP 009/2001, Parecer CNE/CP 027/2001, Resolução CNE/CP 1/2002 e Resolução CNE/CP 2/2002) que traçam as diretrizes gerais a nortear os projetos pedagógicos dos cursos e das instituições formadoras. Estas normas estabelecem os seguintes princípios: a competência como concepção nuclear na orientação do curso; a simetria invertida, ou seja, coerência entre a formação oferecida e o que se espera do professor; aprendizagem como processo de construção do conhecimento; a pesquisa com foco no processo de ensino aprendizagem; a obrigatoriedade do projeto pedagógico de cada curso; a avaliação integrada ao processo de formação; e os conteúdos, como meio e suporte para a constituição das competências.
O modelo de formação de professores, emanado das referidas Diretrizes, apóia-se, formalmente, na flexibilidade curricular e na interdisciplinaridade, institui a obrigatoriedade de existir no currículo o mínimo 800 horas destinado à parte prática da formação, vedada a sua oferta exclusivamente ao final do curso, e reconhece e recomenda o aproveitamento da formação e experiências anteriores em instituições de ensino e na prática profissional. O novo modelo de formação inicial preconiza o desenvolvimento de determinadas competências/habilidades exigidas ao exercício técnico-profissional do futuro professor, reafirmando que a formação deste deve ser realizada como um processo autônomo, numa estrutura com identidade própria, distinta dos cursos de bacharelado e dos programas ou cursos de formação de especialistas em educação.
Para formação de um novo perfil docente, não é suficiente o domínio do conteúdo, pois o exercício da docência exige outros conhecimentos, outras habilidades e competências e a compreensão de diferentes dimensões da profissão. As Diretrizes evidenciam que o desenvolvimento do trabalho docente, pelo grau de complexidade que envolve, demanda uma formação para além do acúmulo de conhecimentos de uma área específica e da aquisição de um receituário técnico. É preciso capacitar o professor para compreender criticamente a educação e o ensino, assim como seu contexto sócio-histórico. É fundamental também oferecer elementos para uma atuação consciente nesta realidade no sentido da sua transformação, da superação das dificuldades e problemas atuais contribuindo para a construção de um mundo mais justo e mais saudável. Diante dessas novas exigências, necessidades e desafios, é urgente repensar a formação (inicial e continuada) do professor.
Uma formação que dê conta de preparar o professor para enfrentar as questões do mundo contemporâneo, não pode continuar a ser um apêndice dos cursos de bacharelado, ou seja, não pode se limitar ao acréscimo fragmentado das disciplinas pedagógicas aos conteúdos específicos do bacharelado. Ao contrário, o exercício da docência requer uma formação profissional com maior profundidade e abrangência capaz de oferecer ao futuro professor conhecimentos, competências, experiências e vivências para uma atuação crítica e criativa nos diferentes espaços educativos através de um projeto pedagógico que propicie: uma integração entre a Universidade e a escola básica; o uso de novas tecnologias e o desenvolvimento da capacidade crítica e criativa; o desenvolvimento da autonomia do professor, entendido como protagonista de seu desenvolvimento profissional e pessoal; o acesso às artes e aos bens culturais; a integração entre teoria e prática; o desenvolvimento da habilidade de pesquisa; o atendimento à diversidade; a superação da dicotomia entre conhecimentos específicos e conhecimentos pedagógicos; a compreensão crítica da escola e seu contexto sócio-cultural; o desenvolvimento da capacidade de atuar como agente transformador; a formação pedagógica para criar, planejar, executar, gerir e avaliar situações didáticas que favoreçam o desenvolvimento dos alunos; conhecimentos que capacitem o docente a realizar a transposição didática dos conteúdos específicos para as situações de ensino; a flexibilidade curricular necessária para incorporar diferentes atividades em consonância com a dinâmica social e o constante avanço do conhecimento; conhecimentos sobre os sujeitos aos quais se dirige a educação básica; e a compreensão dos fundamentos sociais, históricos, filosóficos, psicológicos e pedagógicos da ação docente.
As competências que devem ser consideradas na elaboração dos projetos pedagógicos dos cursos de formação docente compreendem: o comprometimento com os valores inspiradores de uma sociedade democrática; o domínio dos conteúdos a serem socializados, seus significados em diferentes contextos e sua articulação interdisciplinar; o domínio dos conhecimentos pedagógicos; conhecimentos de processos de investigação que possibilitem o aperfeiçoamento da prática pedagógica; e gerenciamento do próprio desenvolvimento profissional. As competências profissionais do professor são ao mesmo tempo de ordem cognitiva, afetiva e prática. É um conjunto diversificado de saberes profissionais, de esquemas de ação e de atitudes, mobilizado durante o exercício de ensinar. A competência é uma capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiado em conhecimentos, mas sem limitar-se a eles. Quanto à organização institucional, as Diretrizes estabelecem que as agências formadoras deverão garantir: a formação em processo autônomo, em curso de licenciatura plena, numa estrutura com identidade própria; uma interação sistemática entre as escolas de educação básica e as instituições de formação; a formação dos formadores; qualidade e quantidade de recursos pedagógicos; e atividades culturais.
Os aspectos levantados envolvem mudanças na forma de conceber a formação docente. Mudanças de concepção demandam tempo para se efetivarem, demandam novas condições institucionais para se concretizarem. Para que estas recomendações se efetivem, fazem-se necessárias mudanças políticas e paradigmáticas no contexto acadêmico. Portanto, a construção coletiva de um projeto político, pedagógico e institucional, que focalize os problemas e as especificidades dos diferentes cursos de licenciatura, estabelecendo o equilíbrio entre o domínio dos conteúdos curriculares e a sua adequação à situação pedagógica, é o desafio maior a ser enfrentado. O desafio que se coloca para todos nós representa, mais do que simplesmente uma tarefa formal associada a uma reforma curricular, um momento de reflexão interna que poderá, sem sombra de dúvidas, constituir-se numa motivação concreta da necessidade de serem revistos a estrutura e os currículos dos cursos de licenciatura em seu sentido mais amplo, ou seja, o currículo vivo e o currículo oculto, passando a ser motivador da discussão e elaboração de um Projeto Pedagógico próprio para cada curso, mas construído de forma coletiva e levando em conta a história e as particularidades de cada instituição como um todo. Nesse sentido, para além da obediência pragmática aos preceitos e recomendações que estão a nortear nossas ações enquanto formadores de formadores é preciso considerar que as mudanças pedagógicas não se fazem por decretos, normas e portarias. Como diz documento do FORGRAD (Fórum de Pró-Reitores de Graduação das Universidades Brasileiras), “elas são processuais e se constituem no tempo, pela dinâmica da articulação entre a subjetividade (vontade de mudar) e a objetividade (condições objetivas para que as mudanças ocorram). Se desconsiderarmos essa dinâmica de articulação entre esses dois pólos, podemos cair no idealismo ingênuo (consideração somente da subjetividade) ou no pragmatismo imobilista (enfatizar somente as condições objetivas)”.
2. ALGUNS REGISTROS HISTÓRICOS
A Universidade Federal do Ceará foi criada pela Lei n.º 2.373, de 26 de setembro de 1954 e instalada em 25 de junho de 1955. Iniciou suas atividades acadêmicas incorporando a já existente Faculdade de Direito, criada em 1906, os cursos de Farmácia e Odontologia, criados em 1916, a Escola de Agronomia Fundada em 1918, o Curso de Medicina em 1948 e, em seguida, incorporou a recém criada Escola de Engenharia em 1955. Outras unidades foram incorporadas e novas outras implementadas como os Institutos Básicos de Desenvolvimento e Pesquisa e os Cursos de Licenciatura surgidos na década de 1950 e 1960. A partir do início da década de 60, com base na Reforma Universitária de 1968, desapareceram os Institutos, permanecendo a estrutura dos Centros e Faculdades. Regida a partir de 1961 pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e em seguida pela Reforma do Ensino Superior, Lei n.º 5540/68, a Universidade veio reafirmar o seu papel de formadora de recursos humanos para as escolas de 1º e 2º graus.
Presentemente, a Universidade Federal do Ceará, possui 11 (onze) cursos regulares de licenciatura compreendendo as áreas de Humanidades (Letras, História, Ciências Sociais, e Filosofia), Educação (Pedagogia e Educação Física) e Ciências (Física, Química, Ciências Biológicas, Matemática e Geografia). Deve-se registrar também o Curso de Licenciatura em Ciências, que existiu no período de 1978 a 1993, e os Cursos de Licenciatura em Linguagens e Códigos, Ciências Humanas, Ciências Naturais e Matemática do Programa Magister, criado em 2000 e concluído em 2004, e as modalidades de licenciatura dos cursos de Psicologia, Economia Doméstica, Agronomia e Engenharia de Pesca. Além disso, no âmbito da formação de professores, deve-se ainda registrar a existência, na década de 80, do Curso de Formação de Professores de Disciplinas Especializadas para o Ensino de 2º Grau (Esquema I).
O Curso de Física foi reconhecido pelo Conselho Federal de Educação, de acordo com a Lei nº 3.866 de 25/011/61, publicada no D.O.U. de 26/01/61. Segundo dados do S.A.U. - 05 - Administração de Atividades Didáticas, o currículo 0000.1 oferecia as habilitações bacharelado e licenciatura. A primeira compreendia 180 créditos e a segunda 170, ambos distribuídos em oito semestres. Basicamente, a diferença entre as duas estava na oferta das disciplinas pedagógicas e a não oferta de algumas disciplinas de conteúdo específico da área para a licenciatura.
Em 1989.1 é implantada uma nova estruturação curricular no curso, apresentada pelo Processo nº 4.558/88 de 19/10/88 e aprovada pela Resolução nº 29/CEPE de 14/12/88. O documento "Currículo Novo do Curso de Graduação em Física", datado de 1988, faz a seguinte consideração:
"No Ceará, como no resto do Brasil, a Física teve início predominantemente voltado para o lado teórico. Em anos recentes, porém, tem havido um grande esforço no sentido de equilibrar o aspecto teórico ao experimental, incentivando a formação e manutenção de grupos experimentais de alto nível. Este incentivo tem se caracterizado pelo apoio dado pelas fontes financiadoras de pesquisa no aparelhamento dos diversos laboratórios em atividade no país. A aquisição e montagem do equipamento de alta tecnologia têm proporcionado aos grupos experimentais a possibilidade de desenvolver projetos de pesquisa em nível competitivo com os melhores grupos do exterior".
Assim sendo, o Curso de Física passou a ter as seguintes habilitações/modalidade: Licenciatura em Física (170 créditos), Bacharelado em Física - Física Geral e Fundamental (182 créditos) e Bacharelado em Física - Instrumentação (182 créditos). De acordo com Parecer apresentado no supracitado Processo, em relação ao Currículo 0000.1, alterações realizadas na estrutura curricular se configuraram na exclusão de sete disciplinas no bacharelado e cinco na licenciatura, mudança de caráter obrigatório para opcional de sete disciplinas no bacharelado e duas na licenciatura, alteração no número de créditos de quatro disciplinas no bacharelado e três na licenciatura, inclusão de novas disciplinas obrigatórias (nove no bacharelado e quatro na licenciatura) e inclusão de novas disciplinas opcionais (quinze no bacharelado e catorze na licenciatura).
Em 1994 é apresentado o "Projeto do Curso Noturno de Graduação em Física", elaborado pelos professores Paulo Cezar Barbosa, José Airton C. de Paiva, Maria José Sales A. Moreira e Nildo Loiola Dias, através do Processo n º 16309/94-04 de 15/09/94 e que foi aprovado pela Resolução nº 38/CEPE de 22/09/94 e pela Resolução 09/CONSUNI de 28/09/94. As justificativas apresentadas para a criação da Licenciatura em Física Noturna, foram:
"a) É do conhecimento geral que as escolas públicas e privadas de 1º e 2º graus, têm ressentido da falta de professores com boa formação em Ciências Básicas (Física, Química, Matemática e Ciências Biológicas). A maioria deles são estudantes universitários, não portando ainda diploma de licenciatura. No entanto, esses docentes podem obter o registro para lecionar Física no 2º grau. Essa situação torna o ensino de Física, no nível secundário, uma atividade muito mal executada, sem conceituação adequada, resultando num desinteresse dos alunos pela Ciência. Uma vez ocupado o seu lugar no mercado de trabalho, este professor fica praticamente impossibilitado de concluir a Universidade por incompatibilidade de horário.
b) A Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura (FCPC), em um levantamento realizado recentemente, junto aos alunos e professores dos colégios do 2º grau, da rede pública e privada de Fortaleza constatou um grande interesse entre os entrevistados em fazer Licenciatura Noturna na UFC (63% para a rede privada e 38% para a escola pública).
c) A UFC oferece atualmente 40 vagas anuais para o curso de Física diurno onde o estudante pode optar entre: Licenciatura em Física e Bacharelado em Física Geral e Fundamental ou Instrumentação. Entretanto, a grande maioria escolhe o Curso de Bacharelado visando continuar uma carreira mais profunda em Física com os cursos de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado). Conseqüentemente, o Curso de Licenciatura vem se esvaziando, aumentado ainda mais a carência de profissionais nesta área.
d) A UFC dispõe, no Campus do Pici, de boas instalações (salas de aulas, laboratórios, bibliotecas, etc), que ficam ociosas no período noturno e que poderiam perfeitamente ser utilizados, sem maiores custos, para este propósito.
e) Existe um grande interesse do MEC em criar Licenciaturas Noturnas em todas as Universidades Federais do Brasil, por considerar que estas Instituições de Ensino Superior possuem os melhores quadros do país, que podem garantir o sucesso desse empreendimento, criando inclusive uma diretoria especialmente para tratar desse assunto (Diretoria do Programa de Licenciaturas Noturnas). Em algumas Universidades Federais estes cursos já estão funcionando regularmente com uma boa aceitação pela comunidade local (UNB, Federal de São Carlos, UFPe, etc).
f) Devido ao interesse do MEC por este projeto, podemos angariar recursos extras para equipar mais ainda nossos laboratórios de ensino e nossas bibliotecas, tão carentes de novos investimentos".
O currículo implantado em 1995.1, referente ao Curso de Física Noturno - Habilitação Licenciatura em Física Noturna, compreendia 170 créditos distribuídos em nove semestres. Em relação ao currículo 1989.1, referente ao Curso de Física Diurno - Habilitação Licenciatura em Física, as diferenças são significativas em termos de disciplinas elencadas. Entre as 28 disciplinas obrigatórias relacionadas para a licenciatura noturna (Currículo 1995.1), que totalizam 144 créditos, e as 28 disciplinas obrigatórias relacionadas para a licenciatura diurna (Currículo 1989.1), que totalizam 149 créditos, apenas doze disciplinas são comuns, totalizando 66 créditos, entre estas estão as quatro disciplinas "pedagógicas" e Prática de Ensino em Física (as cinco perfazem 36 créditos). Além destas 12, existem duas disciplinas com a mesma denominação, mas apresentam códigos e número de créditos diferentes (Eletrônica Básica e Instrumentação para o Ensino de Física). Há assim uma diferença significativa na relação de disciplinas obrigatórias de conteúdo específico da área para cada uma das licenciaturas supracitadas. No que se refere às disciplinas optativas, 31 relacionadas para a licenciatura noturna e 36 para a diurna, apenas 14 são comuns a ambas. Com exceção das disciplinas pedagógicas Psicologia da Educação III (PC057) e Didática IV (PC018) e das disciplinas História das Ciências e História do Pensamento Científico, as demais disciplinas dos dois conjuntos são relativas às áreas de conhecimento da Física, Matemática, Química, Biologia e Geologia.
Desde a época de sua criação até 1994 existiam, no turno diurno as duas modalidades: Bacharelado e Licenciatura. Entretanto a Licenciatura não tinha identidade própria, sendo quase que totalmente vinculada ao bacharelado. Ao aluno bastava cumprir as disciplinas do bacharelado, acrescidas das disciplinas ditas pedagógicas. Ao longo do curso o aluno fazia a opção por uma das habilitações. Em 22 de setembro de 1994, foi criado o Curso de Licenciatura Noturna (Lei 3.866 de 25/01/1961, DOU 22 de setembro de 1994). Esse novo curso já apresentava uma estrutura um pouco mais diferenciada, embora que ainda muito centrada no bacharelado, e visava oferecer aos jovens interessados no magistério uma formação que os possibilitasse a desempenhar melhor o seu papel em nossa sociedade. Ao longo de sua existência, até o semestre 2004/1, o Curso de Física formou um total de 391 alunos, dos quais 52 concluíram a Licenciatura Noturna.
Muitos dos alunos que concluíram a Licenciatura encontram-se exercendo a profissão nas diversas escolas da cidade. Observa-se entretanto, que um significativo número de estudantes ao terminar a Licenciatura, ingressa na modalidade Bacharelado, no desejo de cursar o Mestrado e posteriormente o Doutorado. Vale salientar que a Pós-Graduação pretendida por esses estudantes não tem ligação com o Ensino. Até agora, em toda a existência do curso de Física, apenas um licenciado fez o seu mestrado na área de ensino. Embora a necessidade de professores de Física no Ensino Médio seja alarmante, muitos dos alunos que concluem a Licenciatura ainda estão preferindo seguir o Mestrado e Doutorado nas áreas da pesquisa acadêmica, não relacionada ao ensino.
3. PERFIL DOS FORMANDOS
A concepção do curso de Licenciatura em Física parte do princípio de que não basta ao professor ter conhecimentos sobre o seu trabalho. É fundamental que saiba mobilizá-los, transformando-os em ação, gerando aprendizagens significativas, ou seja, o professor formado pelo Curso de Licenciatura em Física deverá ser capaz de realizar a transposição didática entre o que foi aprendido, ao longo do seu curso, para a aplicação com os seus futuros alunos no Ensino Fundamental e Médio. Com esse propósito, a estrutura curricular do curso de Licenciatura em Física apresenta toda a fundamentação teórica articulada com a prática, ao mesmo tempo em que procura manter no licenciando uma postura de reflexão acerca de sua futura atuação como professor. Com essa finalidade, os conteúdos da Física serão abordados desde o início do curso de forma articulada aos diferentes conhecimentos pedagógicos que proporcionam um sólido alicerce à formação docente. Além disso, um diferencial na nova estrutura do curso é a associação direta e constante da parte teórica de cada disciplina com a parte experimental. Como conseqüência, ao longo do curso o futuro professor desenvolverá uma rede de significados necessários à prática docente e, acima de tudo, uma postura investigativa e reflexiva sobre o seu papel na formação dos seus futuros alunos.
O Curso de Licenciatura é voltado exclusivamente para a formação de professores de Física para as séries finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio. É importante salientar que a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação exige o diploma de licenciado para o exercício da profissão de professor no Ensino Fundamental e Médio. O número de profissionais licenciados em Física no Estado do Ceará e no Brasil ainda é muito pequeno. Desta forma a demanda por novos profissionais é grande e tende a ser maior num futuro próximo.
A aprovação das novas diretrizes curriculares para os cursos de Física e para os cursos de formação de professores, veio para consolidar antigos anseios de atualização na estrutura curricular do curso de Licenciatura em Física. Esses novos ventos de mudança, ao mesmo tempo em que nos obrigam a mudar toda a estrutura do Curso, também nos levarão a profundas mudanças no nosso modo de pensar e agir com relação aos cursos de licenciatura. Essas mudanças deverão ocorrer não somente no curso de Física, mas em todos os cursos onde professores são formados. Será necessário que nós professores formadores, sejamos também aprendizes nesse novo processo e busquemos nos atualizar sempre mais.
O físico, seja qual for sua área de atuação, deve ser um profissional que, apoiado em conhecimentos sólidos e atualizados em Física, deve ser capaz de abordar e tratar problemas novos e tradicionais e deve estar sempre preocupado em buscar novas formas do saber e do fazer científico ou tecnológico. Em todas as atividades que venha a exercer, quer na área da pesquisa científica, pesquisa em ensino, ou na sala de aula, um físico deve manter sempre acessa a chama do interesse na investigação, como também manter uma atitude reflexiva acerca dos conhecimentos adquiridos e transmitidos e, acima de tudo uma postura ética que deve estar sempre presente quaisquer que sejam as formas e objetivos do seu trabalho.
Dentro deste perfil geral, o Curso de Licenciatura em Física da UFC propõe-se a formar o Físico–Educador. Esse profissional deverá se dedicar preferencialmente à formação e à disseminação do saber científico em diferentes instâncias educacionais, seja através da atuação no ensino escolar formal seja através de novas formas de educação científica, como vídeos, “software”, ou outros meios de comunicação. Esse é o perfil esperado dos alunos que ingressarão no novo curso de Licenciatura em Física.
4. SABERES, COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
O presente projeto pedagógico fundamenta-se no pressuposto que a profissão docente exige uma formação específica, uma vez que, para o seu exercício, não é suficiente o domínio do conteúdo da área em que vai atuar. Mais que isso, são necessários outros saberes, habilidades, competências e a compreensão de diferentes dimensões da docência não esgotáveis apenas através do domínio dos conhecimentos específicos. É preciso capacitar o professor para compreender criticamente a educação e o ensino, assim como seu contexto sócio-histórico. É fundamental também oferecer elementos para uma atuação consciente nesta realidade no sentido da sua transformação, da superação das dificuldades e problemas atuais.
O objeto de trabalho docente, o processo de ensino aprendizagem, é uma prática social complexa, interativa, multifacetada, dinâmica, sempre inédita e imprevisível. Um processo que sofre interferências de aspectos diversos: econômicos, psicológicos, técnicos, culturais, éticos, políticos, institucionais, afetivos, estéticos. O desenvolvimento do trabalho docente, pelo grau de complexidade que envolve, não se encaixa em saberes estáveis, sistemáticos e instrumentais, automaticamente aplicáveis às situações de ensino-aprendizagem.
Uma formação docente que considere essas características, não pode pautar-se apenas no acúmulo de conhecimentos de uma área específica, nem na aquisição de um receituário técnico. Deve, antes, propiciar a interação dos diferentes saberes mobilizados na ação docente. Neste sentido, o Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Física, assim como os demais projetos pedagógicos dos demais cursos de licenciatura da UFC, toma por base os seguintes saberes:
saber : conhecimento dos conteúdos de formação: específico, pedagógico, integrador;
saber ser: pautar-se por princípios éticos (democracia, justiça, diálogo, sensibilidade, solidariedade, respeito à diversidade, compromisso);
saber pensar: contextualizar, problematizar, criticar, questionar, refletir sobre a prática;
saber intervir: transformar/mudar/melhorar sua própria prática, propor soluções, atuar critica e criativamente.
Toma ainda como referência os eixos norteadores propostos pela ANFOPE (Associação Nacional pela Formação dos profissionais da Educação):
sólida formação teórica e interdisciplinar sobre o fenômeno educacional e seus fundamentos históricos, políticos e sociais bem como o domínio dos conteúdos a serem ensinados pela escola (matemática, ciências, história, geografia, química, etc) que permita a apropriação do processo de trabalho pedagógico, criando condições de exercer a análise crítica da sociedade brasileira e da realidade educacional;
unidade entre teoria e prática que resgata a práxis da ação educativa;
gestão democrática como instrumento de luta pela qualidade do projeto educativo, garantindo o desenvolvimento de prática democrática interna, com a participação de todos os segmentos integrantes do processo educacional;
compromisso social do profissional da educação, com ênfase na concepção sócio-histórica de educador, estimulando a análise política da educação e das lutas históricas desses profissionais professores articulados com os movimentos sociais;
trabalho coletivo e interdisciplinar propiciando a unidade do trabalho docente, numa contra-ação ao trabalho parcelarizado e pulverizado, resultante da organização capitalista;
incorporação da concepção de formação continuada;
avaliação permanente dos processos de formação.
4.1 Competências
O licenciado em Física, para um adequado desempenho de sua profissão, deverá ter competências essenciais. A saber, esse profissional deverá ser capaz de:
Dominar princípios gerais e fundamentos da Física, estando familiarizado com suas áreas clássicas, modernas e contemporâneas.
Descrever e explicar fenômenos naturais, processos e equipamentos tecnológicos em termos de conceitos, teorias e princípios físicos gerais.
Diagnosticar, formular e encaminhar a solução de problemas físicos, experimentais ou teóricos, práticos ou abstratos, fazendo uso dos instrumentos laboratoriais ou matemáticos apropriados.
Manter atualizada sua cultura científica geral e sua cultura técnica profissional específica.
Desenvolver uma ética de atuação profissional e a conseqüente responsabilidade social, compreendendo a Ciência como conhecimento histórico, desenvolvido em diferentes contextos sócio-políticos, culturais e econômicos.
4.2 Habilidades
Para que o profissional possa desenvolver as competências listadas acima, é imprescindível que ele adquira determinadas habilidades também básicas:
Utilizar a matemática como uma linguagem para a expressão dos fenômenos naturais.
Resolver problemas experimentais, desde seu reconhecimento e a realização de medições, até à análise de resultados.
Propor, elaborar e utilizar modelos físicos, reconhecendo seus domínios de validade.
Concentrar esforços e persistir na busca de soluções para problemas de solução elaborada e demorada.
Utilizar a linguagem científica na expressão de conceitos físicos, na descrição de procedimentos de trabalhos científicos e na divulgação de seus resultados.
Utilizar os diversos recursos da informática, dispondo de noções de linguagem computacional.
Conhecer e absorver novas técnicas, métodos ou uso de instrumentos, seja em medições, seja em análise de dados (teóricos ou experimentais).
Reconhecer as relações do desenvolvimento da Física com outras áreas do saber, tecnologias e instâncias sociais, especialmente contemporâneas.
Apresentar resultados científicos em distintas formas de expressão, tais como relatórios, trabalhos para publicação, seminários e palestras.
O licenciado em Física deve principalmente ser capaz de realizar a transposição didática entre o seu aprendizado enquanto licenciando e sua atuação como profissional formador de conhecimento. Nesse aspecto, não basta ao licenciado conhecer todos os conteúdos, apresentar todas as competências e habilidades básicas para a sua profissão, é fundamental que saiba mobilizar os seus conhecimentos transformando-os em ação, gerando aprendizagens significativas.
5. ÁREA DE ATUAÇÃO
O profissional formado pelo Curso de Licenciatura em Física terá como área de atuação profissional, a docência na educação básica, no Ensino Fundamental (atualmente a Física é introduzida a partir da 7a série) e no Ensino Médio.
Além disso, o licenciado em Física terá competência e habilidade para o exercício profissional em outras áreas, tais como:
• Atuar em modalidades de ensino até agora pouco exploradas, como ensino à distância, educação especial, ensino de física para pessoas com necessidades especiais, educação indígena, etc, centros e museus de ciências e divulgação científica.
• Continuar sua formação acadêmica ingressando preferencialmente na Pós-Graduação em Ensino de Física ou de Educação, bem como, na modalidade bacharelado.
• Produzir conhecimento na área de ensino de Física.
• Difundir conhecimento na área de Física e ensino de Física.
• Colaborar em clínicas radiológicas, monitorando o funcionamento e a segurança do uso da radiação, conforme a Portaria/MS/SVS nº 453, de 01 de junho de 1998, D.O.U. 02./06/98, que aprova o Regulamento Técnico que estabelece as diretrizes básicas de proteção radiológica em radiodiagnóstico médico e odontológico e dispõe sobre o uso dos raios-x diagnósticos em todo território nacional, tendo em vista as disposições constitucionais e a Lei 8.080, de 19 de outubro 1990, que trata das condições para a promoção e recuperação da saúde como direito fundamental do ser humano.
6. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
O grande diferencial na estrutura do Curso de Licenciatura em Física da UFC, além da observância dos aspectos legais ditados pelas novas diretrizes, é a introdução dos conteúdos experimentais apresentados ao estudante como parte integrante das disciplinas básicas, proporcionando um aprendizado integrado entre a teoria e a experiência. Além disso, o novo currículo oferece ao aluno a possibilidade de expansão dos seus conhecimentos através das disciplinas de livre escolha. Nessas disciplinas o aluno terá liberdade para escolher, dentre as ofertas dos diversos departamentos da Universidade Federal do Ceará, um percentual de disciplinas, fora do currículo de seu curso. O principal objetivo dessas disciplinas de livre escolha é dar ao licenciando a interdisciplinaridade tão necessária nos dias atuais em que a rápida transformação da sociedade em que hoje vivemos, provoca continuamente novas funções sociais e novos campos de atuação, quase que obrigando o profissional a uma atualização constante. A livre escolha do aluno o colocará em contato com outras áreas do saber, como, por exemplo, Meteorologia, Geofísica, Biofísica, Química, História, Filosofia, Comunicação, Economia, Administração e incontáveis outros campos.
6.1 Duração do Curso
A carga horária do curso de Licenciatura em Física ficou estabelecida em um total de 2800 horas, a serem integralizadas num prazo de 4 anos. O aluno terá um prazo máximo de 8 anos para a conclusão do seu curso.
6.2 Componentes Curriculares Comuns ao Bacharelado em Física
A estrutura do curso de Licenciatura em Física foi elaborada com o propósito de oferecer ao licenciando uma formação que contemple os perfis, competências e habilidades agora demandados pelas novas diretrizes, mas, desde há muito tempo, necessários para permitir uma maior flexibilidade na inserção do formando em um mercado de trabalho diversificado em um mundo em constante mudança.
O aluno de Física, quer licenciando ou bacharelando, deverá cumprir ao longo do curso um conjunto de disciplinas cujo conteúdo é comum a todas as modalidades dos cursos de Física. Assim sendo, deverá constar no currículo um elenco de disciplinas, que respeitadas as especificidades de cada modalidade, se constituirá em um núcleo comum para os Cursos de Física:
• Física Geral – compreende os conteúdos de Mecânica, Eletricidade e Magnetismo, Ótica, Ondas e Termodinâmica.
• Física Moderna – compreende os conteúdos de Relatividade, Estrutura da Matéria, Física Quântica e Física Nuclear.
• Matemática – compreende os conteúdos das disciplinas de Cálculo, Geometria Analítica e Álgebra Linear.
• Informática
• Química
6.3 Componentes Curriculares Comuns às Licenciaturas da UFC
Os cursos de licenciatura da UFC terão projeto pedagógico próprio e apresentarão uma estrutura curricular flexível, contemplando a Área de Formação Básica e a Área de Formação Específica. Estas áreas possibilitarão o desenvolvimento de competências próprias a atividade docente, enfatizando os seguintes conhecimentos:
cultura geral e profissional;
conhecimentos sobre o desenvolvimento e aprendizagem do ser humano, aí incluídas as especificidades dos alunos com necessidades educacionais especiais e os das comunidades indígenas;
conhecimento sobre dimensão cultural, social, política e econômica da educação;
conteúdos das áreas de conhecimento que serão objeto de ensino;
conhecimento pedagógico;
conhecimento advindo da experiência.
A Área de Formação Básica compreenderá os conteúdos obrigatórios referentes a conhecimentos específicos que envolvem conteúdos próprios da área de formação de cada curso e à formação pedagógica geral que aborda conteúdos básicos relacionados ao saber pedagógico comum a todas licenciaturas. O saber pedagógico comum abordará dimensões e aspectos filosóficos, históricos, sociológicos e antropológicos da educação; didática geral e teorias pedagógicas; psicologia educacional: desenvolvimento e aprendizagem; e políticas dos sistemas de ensino, gestão da escola e organização do trabalho escolar.
Haverá ainda uma formação pedagógica específica que abordará conteúdos relacionados a metodologias de ensino específicas da cada curso, atividades de instrumentação e laboratório de ensino e estágio curricular.
A Área de Formação Diferenciada compreenderá diferentes opções oferecidas ao aluno para atendimento a diversas demandas. Abrange atividades e conteúdos opcionais, que atenderão ao tratamento de questões emanadas do mundo contemporâneo, tais como, temas relativos a educação ambiental, educação de jovens e adultos, educação e diversidade, pesquisa em ensino, educação e comunicação, educação e tecnologia.
6.4 Componentes Curriculares da Formação Pedagógica Específica
6.4.1 Métodos de Ensino de Física
A prática como componente curricular (total de 400 horas, ministradas a partir do início do curso), no curso de Licenciatura em Física da UFC, é constituída por um conjunto de disciplinas que visam a construção de competências e o desenvolvimento de habilidades que tornem o aluno apto a realizar com sucesso a transposição didática, isto é a transformação dos objetos de conhecimento em objetos de ensino.
No curso de Física, a prática como componente curricular inicia-se no 1o semestre e ao longo do curso trabalhará os conteúdos de Mecânica, Eletricidade, Ótica, Termodinâmica, Física Moderna e a parte experimental, para aplicação ao ensino nas escolas de Ensino Médio. Nesse sentido, as disciplinas relativas a “Métodos de Ensino" proporcionarão ao licenciando uma completa seleção e avaliação de metodologias, estratégias e recursos adequados ao ensino, nas Escolas de Ensino Fundamental e Médio. Dentro dessas disciplinas serão discutidos e analisados os grandes projetos de ensino de Física no nível Fundamental e Médio, os livros didáticos e paradidáticos, os parâmetros curriculares do Ensino Fundamental e Médio e as iniciativas e contribuições ao ensino de Física, como a “Física Conceitual”, “Física do Cotidiano”, “História no Ensino de Física”, “Inserção da Física Moderna e Contemporânea”, dentre outros.
Ë de fundamental importância que as disciplinas relativas a “Métodos de Ensino”, sejam vistas pelo aluno concomitantemente às disciplinas correspondentes, por exemplo: Métodos de Ensino de Física II concomitante com Física Fundamental II. Na pior das hipóteses, poderá ser vista depois, nunca antes da disciplina teórica correspondente.
6.4.2 Prática de Ensino (Estágio supervisionado)
O estágio supervisionado foi estruturado nas disciplinas de Prática de Ensino I, II e III e tem início a partir do 5o semestre. Esses estágios acontecerão sob a supervisão de um professor do curso com o qual os alunos deverão ter encontros semanais em que exporão os resultados de suas observações/atuações dentro da escola/campo de estágio.
Dentro das Práticas de Ensino I e II, serão abordadas as questões concernentes à avaliação do ensino e da aprendizagem. Nesse aspecto, o professor das referidas disciplinas deverá trabalhar de uma maneira integrada com os professores de Didática, por exemplo, de modo a que haja uma espécie de intercâmbio entre os professores do Departamento de Física e os professores da Faculdade de Educação, numa salutar troca de experiências.
Nas Práticas de Ensino o futuro professor deverá realizar observações em sala de aula nas escolas de Ensino Fundamental e Médio, preparar planos de aula, fazer análise do material didático, ministrar aulas sob a supervisão do professor da escola campo de estágio. O licenciando, dentro do seu estágio, deverá elaborar seu diário de campo, no qual deverão constar todas as observações feitas em salas de aula, tudo que ouviu, que viu e o que pensa sobre as situações por ele observadas.
Nessas 400 horas, o licenciando será o agente elaborador de atividades, ou seja, ministrará aulas, organizará e corrigirá exercícios, provas e materiais didático-pedagógicos, devendo também participar do projeto educativo e curricular da instituição de estágio, etc. Ao final deverá apresentar relatórios de todas as suas atividades.
6.4.3 Monografia de Final de Curso
Outro grande diferencial no novo currículo da Licenciatura é a introdução da monografia de final de curso, obrigatória para a obtenção do grau de Licenciado. Para o desenvolvimento de sua monografia, o aluno deverá estar matriculado na disciplina Trabalho Orientado e desenvolverá o seu trabalho sob a orientação de um professor do curso designado para esse fim. O tema específico será de livre escolha dos alunos, desde que esteja vinculado à área de ensino. Poderá estar relacionado à sua prática de sala de aula no ensino de Nível Fundamental ou Médio dentro da disciplina Prática de Ensino de Física ou às disciplinas de Métodos de Ensino relativas à prática como componente curricular.
O conteúdo dos trabalhos desenvolvidos na monografia é bastante amplo, sendo o tema específico de livre escolha dos alunos, desde que tenha vinculação com a prática de sala de aula no ensino de Nível Médio, ou a outras instâncias da educação científica. Deve incluir justificativa do tema, isto é a motivação para o desenvolvimento daquele tema e um levantamento das contribuições já existentes sobre o assunto. Deve também apresentar objetivos e estratégias claras, assim como o desenvolvimento e, obviamente, as conclusões. Uma vez que o aluno terá contato com a prática de ensino, desde o 1o semestre, ele já poderá a partir daí, ir acumulando dados para a elaboração de sua monografia.
Além da Monografia de Conclusão, como sugestão, o licenciando poderá elaborar projetos de investigação de temas específicos e/ou produzir seu Memorial de Professor em Formação. Nesse caso, essa atividade poderia ser contada dentro das 200h complementares.
6.5 Atividades Complementares
De acordo com as novas diretrizes, o aluno deverá ainda integralizar um total de 200 horas de atividades de natureza acadêmico-científico-culturais. Essas atividades foram definidas pelas discussões intra-institucionais realizadas no Fórum de Coordenadores de Cursos de Graduação, no Grupo de Trabalho das Licenciaturas, nos colegiados dos Cursos de Graduação e na Pró-Reitoria de Graduação por ocasião da reformulação dos Projetos Pedagógicos de cada Curso e será normatizada por Resolução específica.
As Atividades Complementares de Graduação, a serem desenvolvidas durante o período de sua atual formação, constituem um conjunto de estratégias pedagógico-didáticas que permitem, no âmbito do currículo, a articulação entre teoria e prática e a complementação, por parte do estudante, dos saberes e habilidades necessárias à sua formação.
Podem ser consideradas atividades complementares:
Atividades de iniciação à docência e à pesquisa;
Atividades de participação e/ou organização de eventos;
Experiências profissionais e/ou complementares;
Trabalhos publicados;
Atividades de extensão;
Vivências de gestão;
Atividades artístico-culturais e esportivas e produções técnico-científicas.
6.6 Integralização Curricular
|
Disciplinas obrigatórias: 1600 horas. Disciplinas optativas: 200 horas. Disciplinas de livre escolha: até 360 h (20% do total de 1800h). 400 h de prática como componente curricular (Métodos de Ensino). 400h de prática de Estágio Curricular Supervisionado. 200h de atividades complementares. |
|
Semestre com 18 Semanas Letivas: 16 semanas de aulas 1 semana para as avaliações 1 semana livre para eventos, encontros, etc. |
|
Disciplinas com 2 aulas semanais, terão 64 horas no semestre Disciplinas com 3 aulas semanais, terão 96 horas no semestre Disciplinas com 4 aulas semanais, terão 128 horas no semestre |
1º SEMESTRE
|
Código |
Disciplina |
Carga Horária |
Requisito |
|
CB534 |
Cálculo Diferencial Integral I (3 aulas/semana) |
96 |
- |
|
CD331 |
Física Fundamental I (parte teórica: 3 aulas/semana + parte experimental: 1 aula/semana) |
128 |
- |
|
PB087 |
Estrutura e Funcionamento de Ensino Fundamental e Médio |
64 |
- |
|
CD332 |
Métodos de Ensino de Física I ** (1 aula/semana) |
32 |
- |
|
Total |
320 |
- |
|
** Prática como componente curricular: trabalhará em conjunto todos os conteúdos de mecânica, vistos na disciplina Física Fundamental I, para aplicação ao ensino nas escolas de ensino médio.
2º SEMESTRE
|
Código |
Disciplina |
Carga Horária |
Requisito |
|
CB535 |
Cálculo Diferencial Integral II (3 aulas/semana) |
96 |
CB534 |
|
CDxxx |
Física Fundamental II (parte teórica: 3 aulas/semana + parte experimental: 1 aula/semana) |
128 |
CB534 Física Fundamental I |
|
- |
Disciplina Pedagógica * |
64 |
- |
|
CDxxx |
Métodos de Ensino de Física II ** (1 aula/semana) |
32 |
Física Fundamental I |
|
Total |
320 |
- |
|
* A ser definida pela FACED, Pró-Reitoria de Graduação e Coordenação do curso.
** Prática como componente curricular: trabalhará em conjunto todos os conteúdos de mecânica, vistos na disciplina Física Fundamental II, para aplicação ao ensino nas escolas de ensino médio.
3º SEMESTRE
|
Código |
Disciplina |
Carga Horária |
Requisito |
|
CB606 |
Cálculo Diferencial Integral de Várias Variáveis (3 aulas/semana) |
96 |
CB535 |
|
CDxxx |
Física Fundamental III (parte teórica: 2 aulas/semana + parte experimental: 1 aula/semana) |
96 |
CB535 Física Fundamental II |
|
- |
Disciplina Pedagógica * |
64 |
- |
|
CDxxx |
Métodos de Ensino de Física III** (2 aulas/semana) |
64 |
Física Fundamental II |
|
Total |
320 |
- |
|
* A ser definida pela FACED, Pró-Reitoria de Graduação e Coordenação do curso.
** Prática como componente curricular: trabalhará em conjunto todos os conteúdos de ondas e termodinâmica, vistos na disciplina Física Fundamental III, para aplicação ao ensino nas escolas de ensino médio.
4º SEMESTRE
|
Código |
Disciplina |
Carga Horária |
Requisito |
|
CDxxx |
Eletricidade e Magnetismo I (parte teórica: 2 aulas/semana + parte experimental: 1 aula/semana ) |
96 |
CB535 CD329 |
|
CDxxx |
Métodos de Ensino de Eletricidade I * (1 aula/semana) |
32 |
Física Fundamental II
|
|
CB582 |
Álgebra Linear e Geometria Analítica (2 aulas/semana) |
64 |
- |
|
CE801 |
Química Geral (3 aulas/semana) |
96 |
- |
|
Total |
288 |
- |
|
* Prática como componente curricular: trabalhará em conjunto todos os conteúdos de eletricidade para aplicação ao ensino nas escolas de ensino médio.
5º SEMESTRE
|
Código |
Disciplina |
Carga Horária |
Requisito |
|
CDxxx |
Eletricidade e Magnetismo II (parte teórica: 2 aulas/semana + parte experimental: 1 aula/semana ) |
96 |
Eletricidade e Magnetismo I |
|
- |
Disciplina Pedagógica * |
64 |
- |
|
CDxxx |
Métodos de Ensino de Eletricidade II ** (2 aulas/semana) |
64 |
Métodos de Ensino de Eletricidade I
|
|
- |
Informática Aplicada ao Ensino de Ciências (2 aulas/semana) |
64 |
CB606 * |
|
CDxxx |
Prática de Ensino de Física I (Estágio Curricular Supervisionando) |
100 |
Física Fundamental III Eletricidade e Magnetismo I Métodos de Ensino de Física I, II e III Métodos de Eletricidade I * |
|
Total |
388 |
- |
|
* A ser definida pela FACED, Pró-Reitoria de Graduação e Coordenação do curso.
** Prática como componente curricular: trabalhará em conjunto todos os conteúdos de eletricidade para aplicação ao ensino nas escolas de ensino médio.
6º SEMESTRE
|
Código |
Disciplina |
Carga Horária |
Requisito |
|
CDxxx |
Ótica (parte teórica: 2 aulas/semana + parte experimental: 1 aula/semana ) |
96 |
Física Fundamental III |
|
CDxxx |
Princípios de Física Moderna (parte teórica: 3 aulas/semana + parte experimental: 1 aula/semana ) |
128 |
Eletricidade e Magnetismo II
|
|
CDxxx |
Métodos de Ensino de Ótica (2 aulas/semana) |
64 |
Física Fundamental III |
|
CDxxx |
Prática de Ensino de Física II (estágio curricular supervisionado) |
100 |
Prática de Ensino de Física I - |
|
- |
|
|
- |
|
Total |
388 |
- |
|
7o SEMESTRE
|
Código |
Disciplina |
Carga Horária |
Requisito |
|
CDxxx |
Métodos de Ensino Experimental * (1 aula/semana)
|
48 |
Eletricidade e Magnetismo II |
|
CDxxx |
Métodos de Ensino de Física Moderna * (2 aulas/semana) |
64 |
Princípios de Física Moderna |
|
CDxxx |
Prática de Ensino de Física III (estágio curricular supervisionado) |
200 |
Prática de Ensino de Física II, Princípios de Física Moderna Métodos de Ensino de Ótica |
|
- |
Disciplinas Optativas
|
|
- |
|
- |
Disciplinas Optativas |
|
- |
|
Total |
312 |
- |
|
* Prática como componente curricular: trabalhará em conjunto todos os conteúdos de Princípios de Física Moderna para aplicação ao ensino nas escolas de ensino médio.
* Prática como componente curricular: trabalhará em conjunto todos os conteúdos da parte experimental para aplicação ao ensino nas escolas de ensino médio.
8º SEMESTRE
|
Código |
Disciplina |
Carga Horária |
Requisito |
|
CD345 |
Trabalho Orientado - Monografia (1 aula/semana) |
32 |
- |
|
- |
Atividades Complementares * Disciplinas Optativas
|
200 |
- |
* Ao final do curso, o aluno deverá ter integralizado 200 horas de atividades complementares.
DISCIPLINAS OPTATIVAS
|
Código |
Disciplina |
Requisito |
|
CB609 |
Cálculo Diferencial e Integral de Funções Vetoriais |
CB606 |
|
CB516 |
Geometria Não-Euclidiana |
- |
|
CB604 |
Geometria Plana e Desenho Geométrico |
CB566 |
|
CB566 |
Geometria Analítica |
- |
|
CB610 |
Geometria Descritiva e Projetiva |
CB566 |
|
CB639 |
Introdução às Equações Diferenciais Ordinárias |
CB606 |
|
CB640 |
Introdução às Variáveis Complexas |
CB609 |
|
CB641 |
Estruturas Algébricas |
- |
|
CB611 |
História da Matemática |
CB610 |
|
CC051 |
Introdução à Estatística |
- |
|
|
Cálculo de Probabilidades I |
CB535 |
|
|
Cálculo de Probabilidades II |
CB606 - CC051 |
|
CD346 |
Fundamentos de Física da Matéria Condensada |
- |
|
CD347 |
Introdução à Astronomia |
CD335 |
|
CD348 |
Princípios de Física Contemporânea |
CD343 |
|
CD314 |
Eletricidade e Magnetismo III |
CD335 |
|
CD278 |
História do Pensamento Científico |
- |
|
CD349 |
Eletrônica Básica |
CD335 |
|
CD275 |
Técnicas de Laboratório de Física |
CD343 |
|
CD296 |
Fundamentos de Instrumentação |
Eletrônica Básica |
|
CE802 |
Química Orgânica I |
CE801 |
|
CE803 |
Química Orgânica II |
CE802 |
|
CE805 |
Química Orgânica III |
CE801 |
|
CH751 |
Biologia Geral |
- |
|
|
Biofísica |
- |
|
CK030 |
Fundamentos de Programação |
- |
|
|
Laboratório de Programação |
- |
|
HB786 |
Leitura e Produção de Textos Acadêmicos |
- |
|
* |
Disciplinas Pedagógicas* |
|
* Disciplinas pedagógicas, a serem definidas, referentes a avaliação educacional, teoria curricular, educação sexual na escola, pedagogia de Paulo Freire, educação ambiental, filosofia e educação, pesquisa em educação, sociologia e educação, metodologia científica, informática educativa e novas tecnologias e educação a distância.
6.6.1 Disciplina de Livre Escolha
Para além do mínimo de 2.800 horas, o aluno terá a liberdade para escolher um percentual de até 20% do total de 1800 horas disciplinas, além das optativas, dentre as ofertadas por qualquer departamento da UFC.
6.7 Equivalência entre Disciplinas
Em decorrência da reformulação de seu currículo, inevitavelmente durante um certo período, o Curso de Física conviverá com uma certa quantidade de alunos cursando disciplinas dos currículos novo e antigo. Para efeito de equivalência será válida a seguinte tabela:
|
Disciplinas do currículo antigo |
Equivalência |
Disciplinas do currículo novo |
|
Mecânica I (CD311) + Laboratório de Mecânica(CD305) |
As duas são equivalentes a |
Física Fundamental I (CD ) |
|
Mecânica I (CD311)+ Mecânica II (CD312)+ Mecânica III (CD313)+ Laboratório de Mecânica (CD305) |
As quatro são equivalentes a |
Física Fundamental I (CD ) + Física Fundamental II (CD ) |
|
Mecânica III (CD313)+ Termodinâmica (CD319)+ Laboratório de Mecânica (CD305) |
As três são equivalentes a |
Física Fundamental III (CD ) |
|
Ótica(CD280)+ Laboratório de Ótica (CD315) |
As duas são equivalentes a |
Ótica (CD ) |
|
Eletricidade e Magnetismo I (CD324) + Laboratório de Eletricidade (CD304) |
As duas são equivalentes a |
Eletricidade e Magnetismo I (CD ) |
|
Eletricidade e Magnetismo I (CD324) +Eletricidade e Magnetismo II (CD325)+ Eletricidade e Magnetismo III (CD 314) +Laboratório de Eletricidade (CD304) |
As quatro são equivalentes a |
Eletricidade e Magnetismo I (CD ) + Eletricidade e Magnetismo II (CD ) |
|
Cálculo Dif. e Integral de Funções Reais de Uma Variável I (CB602) |
Equivalente a |
Cálculo Dif. e Int. I (CB534) |
|
Cálculo Dif. e Integral de Funções Reais de Uma Variável II (CB603) a |
Equivalente a |
Cálculo Dif. e Int. II (CB535) |
|
Álgebra Linear Computacional (CB607) |
Equivalente a |
Álgebra Linear e Geometria Analítica(CB) |
7. EMENTÁRIO
Métodos de Ensino de Física I
Código: CDXXX
Horas/aula: 1 aula/semana = 32 h/semestre
Pré-requisito: não tem
Seleção e avaliação de metodologias, estratégias e recursos adequados ao ensino, nas escolas de ensino fundamental e médio, dos conteúdos de mecânica desenvolvidos em Física Fundamental I. Identificação de conteúdos e objetivos, estabelecendo suas implicações na educação científica e no desenvolvimento curricular. Proposição e desenvolvimento de estratégias, materiais e instrumentos de avaliação. Análise dos livros didáticos adotados nas escolas de ensino fundamental e médio.
Métodos de Ensino de Física II
Código: CDXXX
Horas/aula: 1 aula/semana = 32 h/semestre
Pré-requisito: Física Fundamental I
Seleção e avaliação de metodologias, estratégias e recursos adequados ao ensino, nas escolas de ensino fundamental e médio, dos conteúdos de mecânica desenvolvidos em Física Fundamental II. Identificação de conteúdos e objetivos, estabelecendo suas implicações na educação científica e desenvolvimento curricular. Proposição e desenvolvimento de estratégias, materiais e instrumentos de avaliação. Análise dos livros didáticos adotados nas escolas de ensino fundamental e médio.
Métodos de Ensino de Física III
Código: CDXXX
Horas/aula: 2 aulas/semana = 64 h/semestre
Pré-requisito: Física Fundamental II
Seleção e avaliação de metodologias, estratégias e recursos adequados ao ensino, nas escolas de ensino fundamental e médio, dos conteúdos de fluidos, ondas e termodinâmica desenvolvidos em Física Fundamental III. Identificação de conteúdos e objetivos, estabelecendo suas implicações na Educação Científica e desenvolvimento curricular. Proposição e desenvolvimento de estratégias, materiais e instrumentos de avaliação. Análise dos livros didáticos adotados nas Escolas de Ensino Fundamental e Médio.
Métodos de Ensino de Eletricidade I
Código: CDXXX
Horas/aula: 1 aula/semana = 32 h/semestre
Pré-requisito: Física Fundamental II
Seleção e avaliação de metodologias, estratégias e recursos adequados ao ensino, nas escolas de ensino fundamental e médio, dos conteúdos desenvolvidos em Eletricidade e Magnetismo I. Identificação de conteúdos e objetivos, estabelecendo suas implicações na educação científica e desenvolvimento curricular. Proposição e desenvolvimento de estratégias, materiais e instrumentos de avaliação. Análise dos livros didáticos adotados nas escolas de ensino fundamental e médio.
Métodos de Ensino de Eletricidade II
Código: CDXXX
Horas/aula: 1 aula/semana = 32 h/semestre
Pré-requisito: Eletricidade e Magnetismo I
Seleção e avaliação de metodologias, estratégias e recursos adequados ao ensino, nas escolas de ensino fundamental e médio, dos conteúdos desenvolvidos em Eletricidade e Magnetismo II. Identificação de conteúdos e objetivos, estabelecendo suas implicações na educação científica e desenvolvimento curricular. Proposição e desenvolvimento de estratégias, materiais e instrumentos de avaliação. Análise dos livros didáticos adotados nas escolas de ensino fundamental e médio.
Métodos de Ensino de Ótica
Código: CDXXX
Horas/aula: 2 aulas/semana = 64 h/semestre
Pré-requisito: Física Fundamental III
Seleção e avaliação de metodologias, estratégias e recursos adequados ao ensino, nas escolas de ensino fundamental e médio, dos conteúdos desenvolvidos na disciplina de Ótica. Identificação de conteúdos e objetivos, estabelecendo suas implicações na educação científica e desenvolvimento curricular. Proposição e desenvolvimento de estratégias, materiais e instrumentos de avaliação. Análise dos livros didáticos adotados nas escolas de ensino fundamental e médio.
Métodos de Ensino Experimental
Código: CDXXX
Horas/aula: 1 aula/semana = 32 h/semestre + 16h/semestre para trabalhar extra classe na preparação e aquisição do material necessário para a construção das experiências.
Pré-requisitos: Eletricidade e Magnetismo II
Seleção e avaliação de metodologias, estratégias e recursos adequados ao ensino, nas escolas de ensino fundamental e médio, dos conteúdos desenvolvidos na parte experimental das disciplinas cursadas. Preparação do licenciando para trabalhar com seus futuros alunos com experimentos realizados com material de baixo custo, com materiais recicláveis, enfim com recursos práticos usados no dia-a-dia dos alunos. Adequação do material experimental às finalidades didáticas. Experiências de laboratório usando o acervo de materiais apropriados. Construção de instrumentos ou artefatos didáticos. Apoio às escolas na preparação ou reformulação dos laboratórios de Física.
Prática de Ensino de Física I
Código: CDXXX
Horas/aula: 100h/semestre.
Pré-requisitos: Física Fundamental III, Eletricidade e Magnetismo II, Métodos de Ensino de Física I, Métodos de Ensino de Física II, Métodos de Ensino de Física III, Métodos de Ensino de Eletricidade I, Disciplinas Pedagógicas referentes a estudos sócio-históricos e culturais da educação, psicologia da educação e didática.
Atuação nas séries finais do Ensino Fundamental II. Observação das práticas desenvolvidas nas aulas de Física nas escolas. Definição da política educacional no estabelecimento de ensino. Análise dos programas, livros textos e outros materiais de ensino. Descrição do ambiente físico e condições materiais da escola.
Prática de Ensino de Física II
Código: CDXXX
Horas/aula: 100h/semestre.
Pré-requisitos: Prática de Ensino de Física I, Métodos de Ensino de Eletricidade II.
Atuação nas séries do Ensino Médio. Observação das práticas desenvolvidas nas aulas de Física nas escolas. Definição da política educacional no estabelecimento de ensino. Análise dos programas, livros textos e outros materiais de ensino. Descrição do ambiente físico e condições materiais da escola.
Prática de Ensino de Física III
Código: CDXXX
Horas/aula: 200h/semestre.
Pré-requisitos: Prática de Ensino de Física II, Métodos de Ensino de Eletricidade II
Objetivos:
Regência de classe nas séries finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Planejamento de aulas e unidades didáticas sob a forma de atividade e/ou área de estudo. Execução dos planejamentos. Distribuição adequada do horário escolar segundo o planejamento. Elaboração e aplicação de tipos diversos de avaliação. Uso dos resultados da avaliação para o planejamento. Definição dos princípios que orientam a situação profissional. Métodos e técnicas de ensino. Seleção de textos. Escolha e adequação de textos dentro do universo informativo disponível. Formulação de objetivos referentes aos procedimentos didático-pedagógicos. Levantamento, análise e uso de recursos materiais da escola. Análise e discussão sobre os resultados das experiências vivenciadas nas observações. Elaboração de relatórios e gráficos.
Física Fundamental I
Código: CDXXX
Pré-requisito: Não tem
Carga Horária: 128h/semestre
Aulas Teóricas: 6h/semana
Aulas Práticas: 2h/semana
Parte Teórica
Medições. Vetores. Movimento Retilíneo. Movimento em duas e três dimensões. Força e Movimento. Trabalho e Energia Cinética. Conservação da Energia. Sistemas de Partículas.
Parte experimental
A parte experimental será composta pelo conjunto de seis experiências, realizadas no laboratório de mecânica. As experiências versarão sobre Paquímetro, Micrômetro, Movimento Retilíneo Uniforme, Movimento Retilíneo Uniformemente Variado, Lei de Hooke e Associação de Molas e 2a Lei de Newton.
Física Fundamental II
Código: CDXXX
Pré-requisito: Física Fundamental I, CB534
Carga Horária: 128h/semestre
Aulas Teóricas: 6h/semana
Aulas Práticas: 2h/semana
Parte teórica
Colisões. Rotação. Rolamento, Torque e Momento Angular. Equilíbrio. Oscilações. Gravitação.
Parte experimental
A parte experimental será composta pelo conjunto de seis experiências, realizadas no laboratório de mecânica: As experiências versarão sobre Colisões, Equilíbrio, Pêndulo Simples, Torque e Momento Angular, Pêndulo Físico e Movimento Harmônico Simples.
Física Fundamental III
Código: CD332
Pré-Requisitos: FÍSICA FUNDAMENTAL I, FÍSICA FUNDAMENTAL II e CB535
Carga Horária: 128h/semestre
Aulas Teóricas: 4h/semana
Aulas Práticas: 2h/semana
Parte teórica
Fluidos. Ondas Transversais. Ondas Longitudinais. Temperatura. Calor e Primeira Lei da Termodinâmica. Teoria Cinética dos Gases. Entropia e Segunda Lei da Termodinâmica.
Parte experimental
A parte experimental será composta pelo conjunto de seis experiências, realizadas no laboratório de mecânica: As experiências versarão sobre Princípios de Arquimedes e Densimetria, Velocidade do Som, Termometria, Dilatação Térmica, Condutividade Térmica e Calorimetria.
Eletricidade e Magnetismo I
Código: CDXXX
Pré-Requisitos: CB536, Física Fundamental II
Carga Horária: 108h (parte teórica: 72h + parte experimental: 36h)
Parte Teórica
Carga Elétrica. Campo Elétrico. Lei de Gauss. Potencial Elétrico. Capacitores e Dielétricos.
Parte experimental
A parte experimental será composta pelo conjunto de seis experiências, realizadas no laboratório de mecânica: As experiências versarão sobre Eletrostática, Ohmimetro, Voltímetro, Amperímetro, Potencial Elétrico e Capacitores.
Eletricidade e Magnetismo II
Código: CDXXX
Pré-Requisitos: Eletricidade e Magnetismo I
Carga Horária: 108h (parte teórica: 72h + parte experimental: 36h)
Parte teórica
Corrente e Resistência. Circuitos. Campo Magnético. Lei de Ampère. Lei de Indução de Faraday.
Parte experimental
A parte experimental será composta pelo conjunto de seis experiências, realizadas no Laboratório de Eletricidade. As experiências versarão sobre Lei de Ohm, Resistores Não-Ohmicos, Leis de Kirchoff, Circuito RC, Força Magnética e Indução.
Eletricidade e Magnetismo III
Código: CDXXX
Pré-Requisitos: Eletricidade e Magnetismo II
Carga Horária: 96h (parte teórica: 64h + parte experimental: 32h)
Parte Teórica
Indutância. Propriedades Magnéticas da Matéria. Oscilações Eletromagnéticas. Corrente Alternada. As Equações de Maxwell. Ondas Eletromagnéticas.
Parte Experimental
A parte experimental será composta pelo conjunto de seis experiências, realizadas no laboratório de mecânica: As experiências versarão sobre os seguintes assuntos: Magnetismo, Osciloscópio, Capacitor em Regime AC, Indutor em Regime AC, Circuito RLC, O Transformador.
Introdução à Astronomia
Código: CDXXX
Pré-Requisitos: Princípios de Física Moderna
Carga Horária: 64h/Semestre
Astronomia na Antiguidade. Leis de Kepler. Teoria Newtoniana. Instrumentos Astronômicos. Astronomia Esférica. Medidas de dimensões, forma e distâncias dos astros. Movimentos da Terra e da Lua. Astronomia Solar. Astronomia Estelar. Astronomia Galáctica. Astronomia Extra-Galáctica. Cosmologia. Tópicos recentes em Astronomia. Desenvolvimento de material didático-pedagógico para ensino da Astronomia.
Informática Aplicada ao Ensino De Ciências
Código: CKXXX
Carga Horária: 64 h/semestre
Pré-Requisitos: CB606 e PC011
Realidade e Fundamentos da Informática Educativa. Utilização da Informática na Escola e Projeto Pedagógico. Teorias de Aprendizagem. O Ciclo de Aprendizagem Físico-Matemático. Software Educativos. Ambientes Informatizados de Aprendizagem. Aplicações.
Ótica
Código: CDXXX
Pré-Requisitos: Física Fundamental III
Carga Horária: 96h (parte teórica: 64h + parte experimental: 32h)
Parte Teórica
Natureza e Propagação da Luz. Reflexão e Refração - Ondas e Superfícies Planas. Reflexão e Refração - Ondas Esféricas e Superfícies Esféricas. Interferência. Difração. Redes de Difração de Espectros. Polarização.
Parte Experimental
Princípio de propagação retilínea da luz. Reflexão. Cores. Espelhos Esféricos. Refração. Instrumentos Óticos. Interferência. Difração. Polarização.
Princípios De Física Moderna
Código: CDXXX
Pré-Requisitos: Eletricidade e Magnetismo II
Carga Horária: 108h :Aulas Teóricas: 6 h/semana, Aulas Práticas: 2h/semana
Relatividade Especial. Propriedades Corpusculares das Ondas. Propriedades Ondulatórias das Partículas. O Átomo. Mecânica Quântica. O Núcleo. Reações Nucleares. Radioatividade.
Parte Experimental
Carga específica do elétron. Experimento de Millikan. Radiação do corpo negro. Efeito fotoelétrico. Difração de elétrons. Experimento de Franck-Hertz. Espectros atômicos. Efeito Compton. Gap de energia do Ge. Termogerador.
Princípios de Física Contemporânea
Código: CDXXX
Pré-Requisitos: Princípios de Física Moderna
Carga Horária: 64 h/semestre ( 2h/semana)
Detetores de Partículas. Aceleradores de Partículas. Cristais. Semicondutores. Transistores. Laser. Partículas Elementares. Origem dos Elementos. Origem do Universo.
Eletrônica Básica
Código: CDXXX
Pré-Requisitos: Eletricidade e Magnetismo II
Carga Horária: 64 h/semestre ( 2h/semana)
Parte Teórica
Fundamentos da Eletrônica. Transistores. Amplificadores. Filtros. Fontes de Tensão e Corrente. Circuitos de Precisão e Técnicas de Baixo Ruído.
Parte Experimental
Teorema de Thevenin. Teorema de Norton. Diodo. Osciloscópio. Circuitos retificadores. Diodo Zener. Transistores. Transistores como chave. Polarização de resistores. Amplificadores de pequeno sinal. Fonte de tensão regulada. Amplificador operacional.
Fundamentos de Instrumentação
Código: CD296
Pré-requisito: Eletrônica Básica
Carga Horária: 64 horas/semestre
Fundamentos de Medidas. Medidas de Pressão. Medidas de Temperatura. Medidas de Fluxo e de Nível. Medidas Óticas. Detetores de Radiação.
Técnicas de Laboratório de Física
Código: CD275
Pré-requisito: Princípios de Física Moderna
Carga Horária: 64 horas /semestre
Vácuo e Pressão. Baixa e Alta Temperatura. Radiação. Raios - X. Técnicas de Vídeo. Lasers. Oficina Mecânica. Ótica. Segurança de Trabalho.
Química Orgânica I
Código: CE802
Pré-requisitos: CE835
Carga Horária: 96 h/semestre
Abordagem dos princípios gerais da Química Orgânica, das características estruturais dos compostos orgânicos. as interações inter-moleculares e aspectos estereoquímicos. Principais tipos de reagentes. Principais tipos de reação. Efeitos eletrônicos, energéticos das reações orgânicas. Técnicas de manuseio em laboratório e algumas experiências envolvendo propriedades físicas, identificação de grupamento funcionais e preparação de derivados.
Química Orgânica II
Código: CE803
Pré-requisitos: CE802
Carga Horária: 96h/semestre
Principais tipos de reações dos hidrocarbonetos (alcenos, dienos, alcinos e aromáticos), dos haletos de alquila, dos álcoois, fenóis e éteres, dos aldeídos e cetonas, dos ácidos carboxílicos e seus derivados, dos compostos nitrogenados. Mecanismos das reações destas funções, aulas práticas em laboratório, envolvendo algumas das reações acima.
Química Inorgânica II
Código: CE805
Pré-requisitos: NÃO TEM
Carga Horária: 96 h/semestre
Estrutura atômica, modelos de ligação química e de estrutura molecular. Química de coordenação em seus aspectos estruturais e teóricos.
Cálculo Diferencial e Integral I
Código: CB534
Pré-requisitos: não tem.
Carga Horária: 96 horas/semestre
Funções reais de uma variável real. Limite e continuidade. Funções trigonométricas, exponencial e logarítmica. Derivadas e suas aplicações. Primitivas.
Cálculo Diferencial e Integral II
Código: CB535
Carga Horária: 96 horas/semestre
Pré-requisito: CB534
Aplicações da integral definida. Coordenadas polares. Métodos de integração. Funções transcendentes.
Cálculo Diferencial e Integral III
Código: CB536
Carga Horária: 96 h/semestre
Pré-requisito: CB535
Vetores em IRn e equações paramétricas. Cálculo diferencial de funções reais de mais de uma variável. Integração múltipla. Introdução ao cálculo de campos vetoriais.
Cálculo Diferencial e Integral de Funções Vetoriais
Código: CB609
Pré-requisito:CB606
Carga Horária: 96 h/semestre
Topologia do espaço euclidiano. Continuidade de funções vetoriais. Curvas. Estudo das curvas no plano e no espaço R3. Diferenciabilidade de funções vetoriais. Campos de vetores. Teorema da função inversa. Teorema da função implícita. Métodos numéricos de ponto fixo. Solução numérica de sistemas não lineares. Integração de funções vetoriais. Teorema de Stokes no plano. Teorema da divergência no plano. Teorema de Stokes em R3. Teorema da divergência em R3. Aplicações do cálculo vetorial.
Estruturas Algébricas
Código: CB653
Carga Horária: 96 h/semestre
Grupos. Anéis. Os inteiros. Corpos. Domínios euclidianos. Polinômios.
Geometria não Euclidiana
Código: CB 012
Carga Horária: 96 h/semestre
Aspectos históricos. Axiomas da geometria não Euclidiana. Geometria plana hiperbólica. Modelos da geometria não Euclidiana (plano hiperbólico e geometria esférica).
Geometria Plana e Desenho Geométrico
Código: CB604
Carga Horária: 64 h/semestre
Métodos clássicos de geometria plana e problemas iniciais de geometria.
Geometria Descritiva e Projetiva
Código: CB610
Carga Horária: 96 h/semestre
Pré-Requisito: CB582
Motivação histórica. Projeções e perspectivas. Triângulos e quadrangulos. Perspectiva de triângulos. Conjuntos quadrangulares. Conjuntos harmônicos. Princípio de dualidade. O Teorema de Desargues. Invariância de relações harmônicas. Polaridade trilinear. O Teorema Fundamental da Geometria Projetiva e o Teorema de Pappus. Projetividade parabólicas, involuções. Involuções hiperbólicas. Pontos conjugados e linhas conjugadas. Triângulos polares. O produto de polaridades. Polaridade hiperbólica e cônicas. Cônicas. Plano projetivo. Colinearidade e correlações. Paralelismo. Coordenadas projetivas. Axiomas do plano projetivo. Colinearidade projetiva. Polaridade. Coordenadas cartesianas. Planos de característica 2.
Introdução às Variáveis Complexas
Código: CB640
Pré-requisito: CB609
Carga Horária: 64 h/semestre
Números complexos. Funções analíticas. Funções elementares e imagem de regiões. Integração. Séries de potência. Resíduos e pólos. Aplicações conformes. Partições.
Cálculo das Probabilidades I
Código: CC257
Pré-requisito: CB535
Carga Horária: 96 h/semestre
Probabilidade Simples e Condicional. Variável Aleatória. Mediana e Quartis - Desigualdades de Markovo e Chebyscher – Aplicações.
Cálculo das Probabilidades II
Código: CC258
Pré-requisitos: CC257 + CB536
Carga Horária: 96 h/semestre
Introdução. Vetores Aleatórios n Dimensional. Independências de Variáveis Aleatórias. Transformações de Variáveis. Função Característica e Função Geradora de Momentos. Sequência de Variáveis Aleatórias;
Introdução à Estatística
Código: CC051
Pré-requisitos: Não tem
Carga Horária: 96 h/semestre
Introdução geral. Elementos de estatística descritiva. Elementos do cálculo de probabilidade. Introdução à amostragem e estimação. Teste de hipóteses. Regressão e correlação.
Introdução às Equações Diferenciais Ordinárias
Código: CB519
Pré-requisito: CB536
Carga Horária: 96 h/semestre
Métodos clássicos de soluções de equações diferenciais de primeira ordem. Método de Euler. Estabilidade e convergência dos métodos numéricos. Métodos numéricos de passos múltiplos. Método de Runge-Kuta. Equações diferenciais lineares de segunda ordem. Equações lineares de ordem n. Métodos numéricos para soluções de equações lineares. Sistemas de equações diferenciais ordinárias. Métodos numéricos para solução de sistema de equações diferenciais ordinárias. Teoremas de existência e unicidade e aplicações.
Fundamentos de Programação
Código: CK030
Pré-requisito: Não tem
Carga Horária: 80 h/semestre
Apresentação dos fundamentos e das técnicas necessárias para o desenvolvimento de soluções de problemas através do computador. Inicialmente é abordada a metodologia para a construção de algoritmos, apoiada no uso do Teorema da Estrutura. Dessa forma são detalhados as estruturas básicas de programação, a seqüência, o desvio e o laço, tudo apoiado por uma pseudolinguagem de programação. Segue-se uma introdução à programação, em que são tratados, além das estruturas já citadas, conceitos sobre tipos e estruturas de dados, mecanismos para a construção de tipos, noções de variáveis e constantes e utilização de subprogramas, tudo apoiado por uma linguagem de programação pedagógica, sendo muito utilizada a Linguagem Pascal.
Química Inorgânica I
Código: CE804
Pré-requisito: CE835
Carga Horária: 96 h/semestre
Propriedades Periódicas, Oxigênio, Hidrogênio, Água, Colóides, Metais Alcalinos e Alcalinos Terrosos, Não Metais, Primeira Série dos Metais de Transição, Gases Raros.
Laboratório de Programação I
Código: CK036
Pré-requisito: não tem
Carga Horária: 48 h/semestre
Apresentação da linguagem a ser usada. Sintaxe da linguagem. Descrição dos projetos de programação (a serem feitos ao longo do semestre).
Química Geral
Código: CE801
Pré-requisito: Não tem
Carga Horária: 96 h/semestre
O Curso de Introdução à Química destaca o estudo da Química: uma ciência experimental; átomos, moléculas e íons; fórmulas e equações químicas; a estrutura eletrônica dos átomos; classificação periódica dos elementos; ligações químicas; noções de química orgânica; soluções; oxidação e redução; ácidos e bases visando à fundamengação dos princípios básico da química.
História do Pensamento Científico
Código: CD278
Pré-Requisito: sem pré-Requisito
Carga Horária: 04 créditos
As concepções da Física hoje. a filosofia grega. as idéias geocêntricas de Aristóteles e Ptolomeu. Jesus, a Igreja católica e Santo Agostinho. O período obscuro do pensamento. O Renascimento. Newton. a filosofia européia dos séculos XVII e XVIII. as idéias atomistas. a eletricidade e o magnetismo. Problemas do final do século XIX. as idéias do início do século XX. O pensamento.
Disciplinas Pedagógicas Obrigatórias
Serão definidas novas disciplinas e/ou ementas para um conjunto de estudos obrigatórios relacionados a fundamentos filosóficos e sociais da educação, psicologia da educação, estrutura e funcionamento do ensino e organização escolar e didática.
Disciplinas Pedagógicas Optativas
Serão definidas novas disciplinas e/ou ementas para um conjunto de estudos opcionais relacionados a filosofia da educação, sociologia da educação, pesquisa educacional, teoria curricular, metodologia científica, informática educativa, novas tecnologias educacionais, avaliação educacional,
Trabalho Orientado (Monografia de Final de curso)
Código: CD345
Pré-requisito: Prática de Ensino de Física III
Carga Horária: 32 h/semestre
Para a conclusão do Curso, o licenciando deverá estruturar e apresentar um trabalho monográfico sobre tema pertinente aos conteúdos da sua formação específica. Essa monografia será desenvolvida dentro da disciplina Trabalho Orientado, sob a supervisão e orientação de um professor do curso, designado para tal. O trabalho deverá ser desenvolvido a partir das vivências e experiências do licenciando com a prática pedagógica, seja pela observação, pela reflexão, ou pelos estudos sobre os casos apresentados, associados à tríade formação-ação-pesquisa.
8. REGULAMENTO DO CURSO
O curso de Licenciatura em Física terá funcionamento exclusivamente no período noturno.
A coordenação e administração do curso será exercida pelo coordenador do curso e pelo colegiado da coordenação formado pelos membros das unidades curriculares a saber:
Unidade Curricular I – Física Básica
Unidade Curricular II– Física Experimental
Unidade Curricular III Física Clássica
Unidade Curricular IV– Física Matemática
Unidade Curricular V – Física Moderna
Representantes estudantis no colegiado do Curso de Graduação em Física.
O curso de Licenciatura em Física é integralizado em disciplinas, atividades e estágios que correspondem a 2800 horas, no período mínimo de 4 anos e no máximo de 8 anos.
A soma dos créditos pleiteados para a matrícula em cada semestre letivo não poderá ser superior a 320 horas. Esse limite não será considerado quando a matrícula requerida for nas disciplinas de Prática de Ensino de Física.
9. TRANSIÇÃO
Para adaptação dos alunos matriculados no currículo antigo (Matrículas até 2004/2), estão fixados dois princípios:
Não penalizar os alunos de nenhuma maneira
Os alunos do currículo antigo terão a liberdade de optar pelo novo currículo
O acréscimo de disciplinas optativas ficará a cargo da Coordenação do curso.
Os casos omissos serão tratados pela Coordenação do Curso de Física.
Este projeto foi aprovado no colegiado da Coordenação de Graduação em reunião realizada no dia 07 de julho de 2004 e no colegiado do Departamento de Física e no Conselho de Centro do Centro de Ciências em reuniões realizadas no dia 18 de julho de 2004.
10. INFRA-ESTRUTURA
Para o desenvolvimento das atividades pedagógicas, além da necessidade de ampliar o espaço didático (número de salas de aulas e implantação de sala para estudo), faz-se necessário o encaminhamento de um projeto complementar de infra-estrutura que possibilite o pleno funcionamento do curso.
Dentro da estrutura acadêmica a Coordenação do Curso conta com os seguintes Laboratórios e ambientes didáticos (salas de apoio pedagógico), listados com seus atuais equipamentos e formas de articulação curricular. O Curso de Licenciatura em Física dispõe das dependências do Departamento de Física do Centro de Ciências, em seus laboratórios e nas salas de aulas dos blocos didáticos.
O Laboratório de Informática tem por finalidade atender as demandas didáticas solicitadas pelas disciplinas mais específicas do campo do ensino da Física, oferecendo como suporte equipamentos de informática, possibilitando ao aluno desenvolver habilidades digitais que são requeridas como competências para determinadas disciplinas do Curso, bem como desenvolver competências de pesquisador através do uso da internet como local de busca de informações.
Faz-se necessário para o funcionamento e implantação do Projeto Político-Pedagógico dentro do desenho aqui apresentado, a construção de uma sala laboratório de metodologia e didática de ensino, onde os alunos possam desenvolver sua natureza criativa, aplicada ao ensino de nível médio. Esta sala deverá ser equipada com computadores modernos e conectados à internet, recursos audiovisuais tipo multimídia e mini-biblioteca de livros didáticos utilizados no ensino médio. O Laboratório tem por finalidade atender as disciplinas da formação pedagógica, devendo estabelecer estreitas relações com a futura prática profissional do aluno, bem como com as disciplinas da formação específica que compõem o currículo do Curso. As interações com as disciplinas e/ou laboratórios podem ser efetuada através da realização de atividades em conjunto como: pesquisas, seção de estudo, trabalho de campo, construção de material de didático, entre outros.
O Curso de Licenciatura em Física da Universidade Federal do Ceará é apoiado pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará, sendo que o apoio ao aluno é dado principalmente pela Biblioteca de Ciências e Tecnologia, auxiliada também pelas Bibliotecas do Centro de Humanidades, sendo que o aluno pode solicitar serviço de todas as bibliotecas Setoriais do sistema.
11. AVALIAÇÃO
A avaliação permanente do Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Física, a ser implementado com esta proposta, é importante para aferir o sucesso do novo currículo para o curso, como também para certificar-se de alterações futuras que venham a melhorar este projeto, vez que o projeto é dinâmico e deve passar por constantes avaliações.
Os mecanismos a serem utilizados deverão permitir uma avaliação institucional e uma avaliação do desempenho acadêmico - ensino/aprendizagem, de acordo as normas vigentes, viabilizando uma análise diagnóstica e formativa durante o processo de implementação do referido projeto. Deverão ser utilizadas estratégias que possam efetivar a discussão ampla do projeto mediante um conjunto de questionamentos previamente ordenados que busquem encontrar suas deficiências, se existirem.
O Curso será avaliado, também e fundamentalmente, pela sociedade através da ação-intervenção docente/discente expressa na produção científica e nas atividades concretizadas no âmbito da extensão universitária em parceria com indústrias cearenses e estágios curriculares.
O roteiro proposto pelo INEP/MEC para a avaliação das condições do ensino. Este integra procedimentos de avaliação e supervisão a serem implementados pela UFC/CC em atendimento ao artigo 9º, inciso IX, da Lei nº 9.394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A avaliação em questão contemplará os seguintes tópicos:
organização didático-pedagógica: administração acadêmica, projeto do curso,atividades acadêmicas articuladas ao ensino de graduação;
corpo docente: formação acadêmica e profissional, condições de trabalho; atuação e desempenho acadêmico e profissional;
infra-estrutura: instalações gerais, biblioteca, instalações e laboratórios específicos.
A avaliação do desempenho docente será efetivada pelos alunos/disciplinas fazendo uso de formulário próprio e de acordo com o processo de avaliação institucional.
Assim, analisando, dinamizando e aperfeiçoando todo esse conjunto de elementos didáticos, humanos e de recursos materiais, o Curso poderá ser aperfeiçoado visando alcançar os mais elevados padrões de excelência educacional e, conseqüentemente, da formação inicial dos futuros profissionais da área.
12. METAS DE MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE ENSINO
12.1. Programa de Formação Continuada aos Docentes do Curso
Deverá ser realizado semestralmente e durante o exercício letivo, através de seminários com o corpo docente versando temáticas articuladas as necessidades imediatas. Estas deverão ser definidas pelo Colegiado do Curso de Física.
A formação para o exercício profissional e o enfrentamento de mudanças exige transformações permanentes e essenciais por parte da universidade. Neste sentido, torna-se imperiosa a construção de novos paradigmas de formação e do papel da universidade, de modo que cada curso, sintonizado com uma discussão coletiva, envolvendo os vários atores da área acadêmica e administrativa, possa assumir uma postura pró-ativa, alargando, aprofundando e atualizando os campos dos saberes e de seus modos de produção. Para tanto, é fundamental qualificar o ensino alicerçado na capacidade de investigar, de problematizar e construir elos com a sociedade, pois somente assim este saber contextualizado será capaz de acompanhar e interferir no processo de transformação tecnológica, social e política, assegurando uma inserção crítica e cidadã no mundo contemporâneo.
Neste contexto, anuncia-se a preocupação com a melhoria da qualidade do ensino superior articulada a uma formação continuada de docentes universitários, diante da pertinência dos métodos tradicionais que têm se revelado insuficientes diante das demandas da condição de intelectual público – reflexivo e crítico –, rompendo com argumentos de que a condição docente é algo trivial e essencialmente técnica. Nesse caso, pretende-se ultrapassar fórmulas didáticas de como ensinar ou dar conselhos aos professores, enfatizando a natureza dos valores do ensino e a posição ética do professor, sem esquecer a formação e reflexão pedagógica como uma dimensão essencial do trabalho docente universitário. Como enfrentar esta realidade, quando se constata que um ensino de qualidade exige competências não só disciplinares, mas também didáticas. Nesse sentido, o projeto Formação Continuada em Pedagogia Universitária busca assegurar novas estratégias para incrementar as culturas de apoio ao ensino e para aumentar a eficiência de seus professores, reconhecendo os processos de ensino-aprendizagem como uma variante importante na definição de um projeto pedagógico em contexto universitário.
Nessa perspectiva, a PROGRAD, em conjunto com as Coordenações de Curso, reafirma o apoio aos esforços colocados em prática, tendo em vista a melhoria do ensino universitário. A construção dessa dinâmica reafirma esforços colocados em prática, tendo em vista melhorar as condições de ensino/oferta dos cursos de graduação, assumindo como objetivos estratégicos do ponto de vista institucional:
desencadear um processo de reflexão coletiva em torno da atual situação do ensino nos cursos de licenciatura ;
mobilizar esforços visando à criação e consolidação de uma cultura de apoio e valorização ao ensino.
12.2. Apoio Psicopedagógico aos Discentes
Este será desenvolvido em articulação com a Coordenadoria de Acompanhamento Discente (CAD) da PROGRAD, integrado ao Programa de Acompanhamento Psicopedagógico e Tutorial . O referido Programa, tem como objetivo apoiar, acompanhar e fazer encaminhamentos específicos de alunos que venham apresentar dificuldades quanto ao processo de adaptação ao cotidiano da vida acadêmica, motivadas pelas mais diversas razões. Para tanto, a CAD, em parceria com setores especializados da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, Comissão de Concurso Vestibular, Fórum de Coordenadores, Coordenação de Cursos, Coordenadoria de Assuntos Internacionais e Centros Acadêmicos se propõe a articular ações que visem o envolvimento efetivo do aluno na vida acadêmica, bem como facilitar os processos de aprendizagem e, conseqüentemente, contribuir para a melhoria da qualidade da formação inicial de alunos que, por dificuldades de natureza sócio-afetiva, sensorial e/ou físico-motora necessitem de suportes especiais. Para a efetivação dessas ações a CAD tomará, também, como suporte os Programas de Iniciação à Docência e de Educação Tutorial.
12.3. Criação da Sala de Estudo
Proporcionar um espaço em que o aluno possa realizar leitura individual e em grupo, das diversas disciplinas do Curso. Neste local também poderá ser realizado discussões temáticas que surgem pela própria dinâmica dos assuntos abordados pelo ensino da Física.